O que o Psicólogo Assistente Técnico faz?
- Camila Santana
- 2 de mar.
- 3 min de leitura
Se você está em um processo judicial que envolve perícia, avaliação psicológica ou estudo psicossocial, talvez já tenha ouvido falar no psicólogo assistente técnico.
Mas afinal: o que ele realmente faz na prática?
De forma simples, o psicólogo assistente técnico é o profissional contratado por uma das partes do processo para acompanhar e analisar tecnicamente a perícia ou estudo psicológico realizado no caso.
Ele atua como suporte técnico especializado dentro do processo.
Qual é a função do psicólogo assistente técnico?
O psicólogo assistente técnico atua para garantir que a avaliação psicológica realizada no processo:
Siga critérios científicos
Utilize metodologia adequada
Respeite normas técnicas e éticas
Apresente conclusões fundamentadas
Ele não substitui o perito do juiz, mas analisa criticamente o trabalho realizado.
O que o assistente técnico faz antes da perícia?
Antes da realização da perícia, o assistente técnico pode:
Analisar o processo judicial
Orientar tecnicamente o advogado
Elaborar quesitos (perguntas técnicas direcionadas ao perito)
Auxiliar na estratégia processual sob o ponto de vista psicológico
Essa etapa é fundamental, porque os quesitos influenciam diretamente o conteúdo do laudo.
O que o assistente técnico faz durante a perícia?
Dependendo do caso, o assistente técnico pode:
Acompanhar atos periciais
Avaliar a condução metodológica
Observar aspectos técnicos relevantes
A atuação ocorre dentro dos limites éticos e legais.
O que o assistente técnico faz depois do laudo?
Após a entrega do laudo psicológico, o assistente técnico pode:
Analisar tecnicamente o conteúdo
Identificar inconsistências metodológicas
Verificar ausência de fundamentação científica
Elaborar parecer técnico
Apresentar impugnação fundamentada, quando necessário
Essa etapa é decisiva, principalmente quando o laudo é desfavorável.
Em quais tipos de processo o assistente técnico atua?
A atuação é comum em processos que envolvem:
Disputa de guarda
Regulamentação de convivência
Alienação parental
Acusações de abuso sexual
Interdição e curatela
Avaliações envolvendo crianças e adolescentes
Sempre que houver perícia psicológica, é possível haver assistência técnica.
O assistente técnico “defende” a parte?
O assistente técnico não distorce fatos nem manipula informações.
Ele atua de forma técnica, fundamentada e ética, analisando o processo sob o ponto de vista científico.
Seu compromisso é com a qualidade da prova técnica.
Quando é recomendável contratar um psicólogo assistente técnico?
É recomendável buscar esse profissional quando:
Houver determinação de perícia psicológica ou estudo psicossocial
O processo envolver conflito familiar intenso
Existirem acusações graves
O laudo apresentar conclusões que gerem dúvidas
A decisão judicial depender fortemente da avaliação psicológica
Quanto mais cedo a contratação ocorrer, maior a possibilidade de atuação estratégica.
Perguntas frequentes sobre o Psicólogo Assistente Técnico:
1-O assistente técnico pode anular um laudo?
Não. Quem decide é o juiz. O assistente técnico pode apontar falhas técnicas e fundamentar uma impugnação.
2-O advogado pode fazer o trabalho do assistente técnico?
Não. O advogado atua na esfera jurídica, mas não possui formação técnica em Psicologia para analisar metodologicamente uma perícia ou estudo psicossocial, construir raciocínio psicológico fundamentado ou questionar tecnicamente o trabalho do perito psicólogo.
Essa é uma atribuição específica do psicólogo assistente técnico.
3- Toda perícia precisa de assistente técnico?
Não é obrigatório, mas pode ser decisivo em processos complexos.
Conclusão
O psicólogo assistente técnico atua como suporte técnico especializado dentro do processo judicial.
Ele contribui para qualificar a prova psicológica, garantindo que a avaliação seja analisada de forma crítica, ética e fundamentada.
Em processos que envolvem guarda, convivência familiar ou acusações graves, essa atuação pode ser determinante.
📍 Sobre a autora
Sou Camila Silva Santana, Psicóloga Jurídica – CRP 03/25621, atuante nas Varas de Família, Interdição e Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Bahia.
Atuo como Perita Psicóloga Judicial e Psicóloga Assistente Técnica, com ampla experiência em processos que envolvem disputa de guarda, regulamentação de convivência, alienação parental e acusações graves no contexto familiar.
Meu trabalho é fundamentado na técnica, na ética e na ciência psicológica, contribuindo para decisões judiciais mais seguras, responsáveis e alinhadas ao melhor interesse da criança e do adolescente.
📩 Contato: meucontatocamilass@gmail.com
📞 WhatsApp: 71 98718-1480
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